ASTURIANOS d'ASTURIAS n'ASTURIAS
23/06/2006
....y outros nomes del montón.
Como el uso d'estas denominaciois NUN é inocente, NIN técnico, NIN imparcial, y además ta estragayándose cada vez más a súa utilización n'ámbitos públicos (asociaciois, política, prensa, ...), vamos intentar aclarar el orixen, uso, e intencionalidá d'estas palabras pra que cada un los use responsablemente y con conocemento de causa.
* É un termino rencente (¿1997?), y tamén pode decirse qu'é "virtual" por tar íntimanente lligado al uso y espardemento d'internet.
* Dende el primer momento (pol sou orixen) foi acoyido pol galleguismo más militante, más radical y más espansionista, sendo d'ellos el merito da sua vixencia y uso actuales.
* Nin antias, nin agora ten nengún uso popular.
* Na práctica, el uso inmensamente mayoritario que se ye ta dando ven a ser el d'un sinónimo de "variedá ou comarca gallega", comprendida ente os ríos Barayo y Eo.
* Pr'acabar por conocer el sinificado fondo d'estas palabras, sólo hai que ver a aplicación que d'ellas fain os principales eonaviegos PROTOTIPO (aquellos qu'usan esta definición pra auto-denominase, pra firmar, pr'autobiografiarse, ou pra presentarse en público), úa rápida visita a GOOGLE indicaranos si el orixen, vecindá, posicionamento ideoloxico e incluso militancia politica d'estos "auténticos eonaviegos" é acorde col uso que nosoutros queremos dar-ye al termino.
Por último, el uso, publicidá y promoción d'esta nomenclatura, ta íntimamente relacionao col proyecto anesionista d'úa parte del nacionalismo gallego, consistente en crear úas fases "intermedias" nas que estas terras, «hoy ("provisionalmente y de momento") baxo administracion asturiana» irian apartandose, separandose, independizandose d'Asturias (formando primeiro úa comarca autónoma, despós úa segunda provincia asturiana,....), pra na siguente fase más avanzada ir acercandose, xuntandose, integrandose en Galicia (siguindo el modelo de camín que pretenden fer n'El Bierzo).
Agora, con estas pequenas pistas, a axuda de GOOGLE y os artículos que siguen aquí abaxo, xa tedes toda a información necesaria pra usar llibremente, con conocimento y con responsabilidá estas definiciois nel sou contesto más adecuado.

Sobre «eonaviego» e a sua validez também na norma reintegracionista
Por FFC (Sábado, 3 Dezembro 2005 (6:00) )
O termo eonaviego referido aos falares da comarca do Eo-Návia nas Astúrias e também aos seus habitantes surgiu em 1997 num artigo sobre propostas de subnorma do galego de Astúrias de Xavier Frias Conde na revista de Filologia de Lengua y Literatura Catalana, Gallega y Vasca da UNED. Tal denominaçom responde à realidade da dita comarca e foi aplicada em princípio para aquela variante dialectal do galego.
Neste mesmo portal da AGAL rejeita-se tal denominaçom de «eonaviego» e propom-se, em troques, a de «eu-naviense» com critérios que som erróneos numha parte, como traterei de demonstrar a seguir, nomeadamente polo desconhecimento do galego eonaviego.
Antes de entrar em detalhes sobre a pertinência do vocábulo por mor da sua origem, é bom fazer um seguimento do termo. Desde a sua acunhaçom, o termo eonaviego aparece em escritos de académicos galegos, como Fernández Rei, até os anti-galeguistas máis recalcitrantes, como Garcia Arias, ex presidente da Academia Asturiana. Os grupos que nom admitem a galeguidade lingüística do eonaviego utilizam, porém, o apelativo de eonaviego tanto para o falar como para os habitantes. De facto, dá-se o paradoxo de que os que falam da Terra Návia-Eo, usam «eonaviego», quando de facto desde o movimento de reivindicaçom do galego de Astúrias, por coerência co termo «eonaviego», propujo-se sempre a denominaçom de Terra Eo-Návia, e assim apareceu pola primeira vez no jornal em rede «Vieiros», quando na altura era X. Frias o responsável da ediçom eonaviega.
Quanto à sua origem, é certamente erudita, mais tal como se expressou anteriormente, está a ter muita aceptaçom é tem mesmo variantes noutras línguas que o próprio Frias expressou através do canal Logos (www.logos.it). Assim, existe «Eonavian» em inglês, "Éonavien" em francês e «eonavienc» em catalám. «eonaviego» fica igual em todo o galego-português e certamente em asturiano e espanhol. À vista de que o termo foi acunhado por X. Frias, nom hai motivo para afirmar que é um castelhanismo.
Mais se viramos os olhos para a realidade eonaviega, para a qual é bom ter presente que foi pensado o termo, vê-se o seguinte. O sufixo -ego está avondo presente em muitos gentilícios. Eis três: tapiego, Casarego e naviego. O primeiro refire-se a Tápia de Casarego, o segundo a Casar e o terceiro a Návia. Os habitantes de Tápia som «tapiegos», e nom «*tapegos», porque o sufixo se engade à raíz do nome, que é TAPI-, nom *TAP-. O mesmo acontece con NAVI-, que nom *NAV- (de facto, se houver Nava, os seus habitantes poderiam ser perfeitamente «navegos»). A interpretaçom do ditongo nestes casos coma influência do espanhol ou do asturo-leonês é errada afeito. Portanto, as formas patrimoniais avanditas som autênticas e constatáveis.
Portanto, sobre o existente «naviego», X. Frias creou «eonaviego», onde fica claro o alcance territorial do termo. Seica polo facto de «naviego» existir foi que o termo arestora goza de difusom. À vista da situaçom da nossa língua nas Astúrias, gostaria de fazer um chamado ao mundo reintegracionista para que nom complique máis as cousas e aceite «eonaviego» como denominaçom para a denominaçom da fala daquela zona e como gentilício. O termo nem é espanhol nem é um invento da RAG ou o ILG, mais dum autor que originário daquela, que precisamente nom goza nem dos parabéns do academicismo galego nem do asturiano.
AGAL, 03/12/2005
http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=articlecomments&sid=2464
[actualización 18/10/2006 19:47]
Eo-Navia e eonaviego
Eo-Navia e eonaviego, dous términos cada vez máis populares
A definición da nosa comarca cada vez popularízase máis con estos dous términos. A pequena conciencia comarcal, que se vai abrindo pasín a pasín, vai cuallando en muitos campos diferentes. A acepción Eo-Navia lograda polo escritor Xavier Frías Conde e el sou xentilicio eonaviego ábrense cada vez máis entre a xente da comarca. Anteriormente e aínda subsisten términos como "Occidente" que sempre dan á confusión coa comarca del Narcea, el término Eo-Navia logra xuntar as aspiraciois de muita xente de verse como algo especial culturalmente dentro de Asturias.
Deste xeito varios foron os intentos de eruditos locais por dar uha denominación á comarca como eota, eoaria, eo-naviense, etc., pero podemos ver como «Eo-Navia e el sou xentilicio eonaviego logran penetrar na conciencia de muita xente, mesmo de sectores mui diferentes e distantes cuha clara idea de definirse como comarca, aspiración negada por sectores minoritarios pero que xa se ve nos escritos del século XIX e nos de búa parte del XX unde el término "comarcano" é evidente.
Así vemos como estos términos vanse utilizando por xornalistas, instituciois del Principado, foristas, folletos, publicaciois, escritores e poetas como Nacho Llope, ou da propia Academia de la Llingua Asturiana na revista Entrambasauguas ou en Lletres Asturianes. Todo un éxito prá concienciación da cultura e a lingua da comarca, Eo-Navia, a máis occidental de Asturias.
Próximamente a Asociación ABERTAL fará uha campaña con folletos e adhesivos prá espallar esta conciencia que xa ten un importante éxito popular.
VIEIROS - Asociación Abertal, 18/10/2006
http://www.vieiros.com/gterra/nova.php?Ed=17&id=53223
BNG defenderá em Madrid direitos linguísticos dos eu-navienses
Por piquim, Sábado, 1 Outubro 2005 (16:15)
Perante os contínuos ataques à sua cultura
Segundo se recolhia na imprensa asturiana em dias passados, o Bloco Nacionalista Galego (BNG) defenderá no Parlamento do Estado o projecto de Lei de Línguas apresentado pola Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), em que ficam reconhecidos os direitos linguísticos dos cidadãos e cidadãs do território entre o rio Eu e a bacia do Návia, galaicoparlantes sob administraçom asturiana. Este projecto de lei tem levantado polémica em sectores nacionalistas espanhóis, que negam estes direitos.
Assim, para pessoas como Jesus Gutiérrez, Secretário de Organizaçom da Federaçom Socialista Asturiana, a afimaçom de que no ocidente das Astúrias se fala galego «es falsa, porque lo que se habla en el Occidente es la fala (sic)» (é falsa, porque o que se fala no Ocidente é a fala).
No passado dia 20 de setembro o Congresso dos Deputados de Madrid admitia a tramitaçom de um projecto de Lei de Línguas apresentado pola Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), visando o reconhecimento das línguas galega, basca e catalã, como oficiais no Estado espanhol, junto com o castelhano.
Segundo fica recolhido no projecto, «Os direitos reconhecidos por esta Lei (...) som de aplicaçom directa (...) aos territórios galaicoparlantes da faixa ocidental das Astúrias e da faixa norte-ocidental de Castela-Leom em relaçom com a Administraçom periférica do Estado».
O território compreendido entre os rios Eu e Baralho, este último situado uns poucos quilómetros a leste do rio Návia, sob administraçom asturiana, tem a fala galego-portuguesa como língua própria. Porém, a única língua oficial deste território, com aproximadamente 50000 habitantes, é o espanhol.
Os falantes eu-navienses vem os seus direitos sistematicamente negados, encontrando-se submetidos a umha dupla pressom. Por um lado umha Administraçom que nom admite a sua existência cultural diferençada; por outro, a pressom de certos sectores minoritários, autoqualificados como asturianistas, que mesmo chegam a negar a presença da língua galego-portuguesa em território oficialmente asturiano. A voz destes grupos minoritários é amplificada por jornais como o conservador «La Nueva España» de Ovedo.
Um destes grupos, Andecha Astur, chegou mesmo a solicitar recentemente que se censurassem as emissões da Televisom galega (TVG) polo que consideram umha «invasom colonialista». Igualmente, e como foi recolhido na imprensa asturiana, dirigírom-se à UNESCO em dias passados numha tentativa de boicote à Candidatura do Património Imaterial Galego-Português.
AGAL, 01/10/2005
http://www.agal-gz.org/modules.php?name=News&file=articlecomments&thold=-1&mode=flat&order=1&sid=2280
(publicado no xornal A Nosa Terra do 24 de Febreiro do 2000)
Denuncian a 'descarada inxeréncia' da Académia da Língua Asturiana
O BNG do Eo-Návia e Astúrias promoverá a criación dun Estatuto Comarcal Especial para as comarcas de fala galega
O Bloque Nacionalista Galego no Eo-Návia e Astúrias promoverá a criación dun Estatuto Comarcal Especial para a comarca de fala galega, Eo-Návia, "por ter unha idiosincrásia moi ben definida que a afasta do resto do país asturiano".
Esta idea, que se recolle no número cero do voceiro El Ram, "voceiro do BNG de Astúrias e do Eo-Návia", que saiu á rua esta semana, foi asumida por outras forzas da esquerda asturiana, entre elas as Xuventudes Socialistas. Esta iniciativa pretende que a comarca do Eo-Návia, formada por 18 concellos na que viven 40.000 habitantes de fala e cultura galega, teña un Consello Comarcal, seguindo o modelo do Bierzo ou do Vall D'Ará en Catalunya, no que estarian representadas todas as forzas políticas actuantes na comarca e contaria, ademais con vários comités de asesoramento, integrados por expertos vencellados a distintos eidos da comarca eunaveiga.
O BNG en Astúrias denuncia a "descarada inxéréncia da Académia de Língua Asturiana na comarca de fala e cultura galega, por canto ten potestade lingüistica "sobre un território con outra língua, o galego". Afirman que a opresión que se exerce desde o español cara a língua asturiana, revírtese noutra represión cara á outra língua de Asturies, o galego. "Isto faise desde a tarima dunha mal chamada Académia que, moitas veces, actua coma un verdadeiro partido político", escreben.
Considera que, para o movimento galeguista, élle moi doado espallar a idea de que os eonavegos están a ser invadidos polo asturiano, pero afirman que "pacentemente non se caeu neste erro, porque hai que diferenciar claramente o respeito que se pode ter por unha língua irmá, do que merece unha institución opresora".
O BNG de Astúrias pide que a potestade lingüistica "desta Terra" ten que estar no governo autónomo do Principado, "claramente através da sua consellaria de Cultura, pero non através dunha Académia allea, sacándose da manga unha pantasmal "Secretaria Lingüística do Navia-Eo", que é o mesmo que dicer Xeira, a asociación fomentada desde o poder para combater o movimento cultural galeguista".
Para os militantes do BNG no Eo-Návia e en Astúrias "o maior despropósito da Académia foi culpar aos nacionalistas galegos de defender os dereitos lingüísticos do Eo-Navia, através do deputado Francisco Rodríguez". No dia Dia de les Lletres Asturianes (3 de Maio), compararon a actuación do bNG no Congreso dos Deputados, pedindo axuda para o galego que se fala alén das nosas fronteiras, coa actuación das columnas galegas en Asturies na Guerra Civil. Este ataque, sen precedentes, leva a que os nacionalistas galegos en Asturies califiquen a o presidente da académia como "resentido e babayu".
Desde El Ram, denúncian como a academia de Asturies está a publicar nos últimos tempos libros através de Xeira, nos que se deturpan os topónimos e a tradición, de parróquias como Coutos, en Ibias, das que non hai nengunha dúbida sobre que son galego falantes (están mesmo introducidos na Galiza administrativa).
Análise dos xornais asturianos
En El Ram tamén analisan o trato que os principais xornais asturianos teñen sobre Galiza, os movimentos galeguistas na comarca Eu-Navia e o BNG. De La Nueva España, o xornal de maior difusión en Asturies, propiedade do Grupo Moll, o mesmo que Faro de Vigo, afirman que a sua liña é moi pouco respetuosa con Galiza e coas ideas nacionalistas. "Moitas das notícias que publican sobre Galiza só tentan o contínuo enfrontamento entre os dous paises, manipulando a información fortemente e promovendo o sentimento antigalego latente en moitas capas da cidadania asturiana", denúncian. Sorpréndense de que "o trato que receben outras terras limítrofes como Cantábria ou León sexa claramente distinto".
Na sua análise os nacionalistas galegos afirman que para La Nueva España, todos os perigos veñen da Galiza: "afáns invasionistas (especialmente a TVG e La Voz de Galícia (edición Asturias), imposición do galego, usurpación da cuota láctea e da carne de tenreira, barcos galegos que levan o peixe asturiano, traslado de empresas pola competéncia de chan barato, man de obra galega na construción, a concesión de emisoras de rádio...". Tampouco non respeitan a toponímia galega para nada. O movimento galeguista no Eu-Návia é silenciado constantemente ainda que dez vez en cando, se realizan ataques subterráneos.
La Voz de Asturias, xornal vencellado ao Grupo Zeta, segue para os nacionalistas "unha liña editorial errática, cunha información non moi profunda da Galiza e do BNG, e tanto lles dá unha banda como a outra". El Comércio é "o xornal máis respetuoso, en liñas xerais, con Galiza e co BNG". Pero este xornal ten a sua principal área de difusión en Xixón, Aviles e no Oriente de Asturies. Tamén analiza Les Notícies, un semanário editado en asturiano e vencellado "ás forzas nacionalistas e rexionalistas asturianas". Afirman del en El Ram, que segue "unha liña editorial un pouco errática, ainda que o trato que fai de Galiza e do movimento nacionalista galego é medianamente aceitábel. Outra cousa xa é o tratamento da cuestión lingüstica do Eo-Návia".
El Ram, verba que significa no galego do Occidente, concretamente en Ibias, "berce", é o intento de organizar unha agrupación do BNG en Asturies, "que erguerá moitos sarabullos, pero tratará de defender tanto os intereses dos emigrantes galegos coa dos galego-falantes das terras do Eo-Navia".
Estes sarabullos virán dados, entre outras causas, porque as relacións existentes entre os dous paises "non pasan polo millor momento, ainda que non foi sempre así". Estas relacións non son millores entre as organzacións nacionalistas galegas e asturianas, "moitas veces por mútuo descoñecimento e, as máis, polo conflito lingüistico na comarca Eo-Navia". Esta comarca ten 40.000 galego falantes e os emigrantes galegos en Asturies, de primeira xeración, eran, en 1996, segundo SADEI, 28.977 (o maior número na bisbarra de Xixón, con 9.671), ainda que, outras fontes oficiais, achegan o número de galegos, de primeira e segunda xeneración a máis de 40.000 persoas.
http://www.angelfire.com/folk/gzunida/raialestenorte.htm
La Nueva España, Viernes, 30 de diciembre de 2005 - OPINION por X.L.MÉNDEZ FERRÍN
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El escritor, historiador y antropólogo Xosé Lois Méndez Ferrín, miembro de la Real Academia de la Lengua Gallega, ofrece en el presente artículo, publicado en la prensa gallega, su peculiar interpretación de la situación lingüística en el territorio asturiano comprendido entre los ríos Eo y Navia, poniéndola en relación con la situación lingüística del conjunto de Asturias e incluso con la de las zonas de influencia del asturiano fuera de los límites del Principado. Para los lectores asturianos este texto sobre lo que Méndez Ferrín identifica como «conflicto lingüístico de Asturias» tiene el interés de poder conocer el punto de vista de un representante muy caracterizado de una corriente ideológica del galleguismo, la situada más a la izquierda. La versión que publicamos es la traducción al castellano de su artículo, escrito en gallego.
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El conflicto lingüístico de Asturias
Los lingüistas saben que en las Asturias centro-orientales nació un romance propio cuyas notas características, entre otras, serían la de la diptongación de la «o» y de la «e» breves del latín, la palatalización de la «l» inicial y la metafonía. Esta lengua fue denominada leonés o astur-leonés por la Escuela de Filología Española liderada por el asturiano nacido en La Coruña por accidente Ramón Menéndez Pidal. Hoy, los defensores de ésta en Asturias la llaman no bable, que es despectivo, sino asturiano. Otros prefieren asturleonés, porque en el pasado se extendió, y todavía se conserva con dificultades, hacia el Sur. Sin un pasado literario sólido, el asturleonés sufrió desde la Edad Media la presión del castellano, ascendente y verdaderamente imperialista, lo que lo fragmentó. Aun así, el asturleonés sigue hablándose en territorios de la provincia de León, obviamente (las míticas Babia y Laciana), y también por Zamora. En el país de Seabra, que es como se llama en gallego a Sanabria, permanecen restos apreciables de asturleonés y yo oí cantar el ye, yes muy lindamente a unas viejitas de Ribadelago. También, y más al Sur, el asturleonés se conserva, y bastante bien, en Miranda do Douro, en Mirandela, en la zona nororiental de la República Portuguesa. Lo curioso es que el único lugar del mundo en el que la lengua asturiana o asturleonesa está bien reconocida por los poderes públicos es en la Tierra de Miranda, en Portugal, donde se escribe con las grafías provenzales «lh» y «nh». Los dialectólogos entienden que diversos giros fonéticos de Extremadura, y de Andalucía mismo, son asturleoneses. El caso de Rionor/Riodonor es muy especial y no puede ser tratado en esta pequeña columna. Naturalmente, el asturleonés se habla y se lucha por oficializarlo plenamente y por normalizarlo como lengua de uso público en el Principado de Asturias, sin que sus autoridades y partidos políticos se decidan a hacerlo.
Ocurre también que el Occidente de Asturias, o sea, la porción de territorio nada desdeñable que media entre las cuencas de los ríos Eo y Navia, no habla ni habló nunca asturiano o asturleonés, sino gallego, y son muchos los intelectuales (vean la revista «Britonia»), los populares, los movimientos cívicos (vean la colección de «A Freita») que en aquellos concejos de habla gallega defienden una genuina identidad lingüística propia. Por el contrario, otros intelectuales y movimientos de carácter asturianista (no todos, cierto) niegan la galleguidad lingüística y cultural de la Terra Nava-Eo y sueñan con bablizar, llamándole fala a su lengua o idioma despectivamente, así como intentan desfigurar su folclore y tradiciones aproximando todo ideológicamente a la identidad asturiana central y diferencial.
O sea, que existe en Asturias un conflicto lingüístico y de identidad. El asturianismo no consigue la normalización en el dominio público y no está conectado con las comunidades que conservan su misma lengua (no decimos fala ni bable) en León, Zamora y Portugal, eso por una parte. Por la otra, el asturianismo (no todo) trata de asimilar, en forma de caricatura de un imperialismo, la gallegofonía de la Terra eonaviega. Consecuencia: que el españolismo de derecha y de izquierda, que es el que está en su Parlamento autonómico, hace muy poco por la lengua asturiana y perjudica gravemente la lengua gallega de Asturias.
La Nueva España, 30/12/2005
http://www.lne.es/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=361590&pIdSeccion=52&pNumEjemplar=1137
El Faro de Vigo, LUNES 19 DICIEMBRE 2005 por X. L. MÉNDEZ FERRÍN
Os outros arraianos
"Somos moitos os galegos que estamos cos arraianos da Terra Eo-Navia"
Esta columna recibe un aviso de Don Joaquín González Troncoso, bon aigo do autor: que quedamos no Aloia. Sáibase que o Aloia é un vedraio e venerábel café de Tui, cadeira maxistral de arraianidade aínda que, tamén ten sido frecuentado por certo señorío de caracter anti-portugués e non arraiano (iso era maiormente noutros tempos que presidía o Pacto Ibérico Franco/Salazar). O choio é que nos vimos no Aloia e que Quin me fixo entrega nada menos que da fotocopia dun carnet de arraiano expedido pola Dirección General de Seguridad no ano 1945.
Tal documento chamábase "Permiso Especial para rayanos" e nel figuraba unha foto do usuario e a marca dixital do dedo índice dereito. A persoa que gozaba do privilexio de ser recoñecido como arraiano podía con el atravesar a fronteira libremente a condición de non pernoctar nunca "fuera del territorio nacional". Supoño que os portugueses emitían outro cartón paralelo para os seus cidadáns arraianos.
Pero hoxe era o día de falar dos outros arraianos. Iste é dos galegos que, na división de España en provincias (iso si que foi unha boa desmembración) caíron polo Leste nas de Oviedo, León e Zamora. Son hoxe cen mil persoas que falan galego e teñen cultura galega aínda que oficialmente figuren como asturianos e castelán-leoneses dacordo coa terminoloxía rexionalista que se instaurou no actual réxime monárquico. Naturalmente, algúns destes outros arraianos deixaron de falar galego e non se senten de nacionalidade galega ou mesmo senten vergoña da súa condición e das súas raíces, cousa esta última que os emparella cun tipo humano moi frecuente na Galicia administrativa e cuxo arquetipo concretouse onte nun galego tan representativo como Francisco Franco e hoxe noutro non menos característico da Raza cal é Francisco Vázquez.
Os concellos administrativamente asturianos cuxos termos municipais se asentan no que algún galego de Asturias chamou Mesopotamia por estar comprendido entre os ríos Navia e Eo, teñen como lingua románica propia o galego, galego que está a ser desprazado polo castelán procedente e orixinario das bisbarras burgalesas de La Lora e La Bureba, moi lonxe e moi fóra de Asturias. O imperialismo e o militarismo castelán impuxo a súa lingua na Terra Eo-Navia como a impuxo en Galicia toda e nas Asturias propiamente ditas onde desprazou e humillou a lingua propia, de alí que é a que chamamos asturiana ou asturleonesa. O realmente disparatado é que sexan uns partidarios da normalización lingüística do asturiano, coma o grupo político Andecha Astur, os inimigos viscerais e activos da lingua e da gultura galega, da terra conavega. Á Andecha Astur únese agora a voz indocumentada de Álvarez Areces, en quen tanto e tan equivocadamente confiabamos para recoñecer a lingua galega como propia do seu Principado. Un comunista arrepentido ou repeso é sempre un comunista arrepentido ou repeso.
Somos moitos os galegos que estamos cos arraianos da Terra Eo-Navia, coa vella Britonia, cos seus escritores en galego, coas súas revistas, co seu folclore galego e coa loita prolongada de colectivos como a "Mesa pola Defensa del Galego de Asturias" ou "Abertal". Por estar até mesmo estamos coa identificación do cabalo das súas montañas, non con asturcón inventado ningún, senón co faco galiciano ou sexa de Pura Raza Galega.
Do Bierzo e das Portelas xa falaremos. Isto so está a comezar.
El faro de Vigo, 19/12/2005
http://www.farodevigo.es/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=35979&pIdSeccion=5&pNumEjemplar=2485
El FARO de VIGO, VIERNES 07 OCTUBRE 2005 por X.L. MÉNDEZ FERRÍN
OS CAMIÑOS DA VIDA
Falabamos nesoutro día das afinidades entre os presidentes autonómicos de Galicia e das Asturias, moi ben alicerzadas sobre un pasado común no PCE dos tempos carrillistas. Tales afinidades acaban de se amosar de novo en ocasión da visita de Zapatero a Lugo, ende se encontrou con Touriño e con Álvarez Areces nunha sorte de cimeira na que don Victoriano García Martí (tan esquencido, ai) chamaba de xeito un tanto camp "La Esquina Verde". Zapatero dixo, como adoita facer, Noroeste. Neste sentido o primeiro ministro español fala polos grandes escritores leoneses actuais. A Antonio Pereira, a Luis Mateo Díaz, a Merino, a Agustín Delgado e os de Claraboya, gústalles falar da cultura no Noroeste, e len moito Cunqueiro e moito José María Castroviejo e Blanco-Cicerón. Son os do Filandón, autores que escriben urce e aman Galicia e a súa lingua, incluíndo neles os simpatiquísimos leoneses da Ponte Aérea Compostela-Sacromonte (sic). Coido que si, que debe haber unha política común autonómica do Noroeste, a condición de que incluamos Portugal até Vila Nova de Gaia, ou sexa todo o territorio do hórreo e León coas Asturias. E a condición de lle chamarnos a isto Gallaecia, que é como lle puñeran os Emperadores de Roma ao territorio. Noroeste é unha expresión que o franquismo e algúns etnógrafos puxeran a andar no mundo da economía dirixida e dos estudos de tradicións populares para borrar do mapa o nome de Galicia. Paréceme moi ben a euro-rexión do Eixo Atlántico ampliada polo Leste. Sería pór en vigor a Galicia propiamente dita co mundo que se chamou Terra de Foris, aberto ás montañas dos astures e ás chairas mesetarias. A min goréntame, porque me noto mái tocado pola poesía de Antonio Gamoneda que pola de calquera outro lírico de lingua castelán. O bon entendemento co movemento de defensa da lingua asturiana, ampliado a Babia, á Seabra e á lingua, xa oficial en Portugal, de Miranda do Douro, é algo que todo o nacionalismo galego desexa ao tempo que deplora as resistencias e as mas fes de algúns covadonguistas.
Leo que os vellos amigos Álvarez Areces e Touriño se entenderon ben no San Froilán e que o sorriso astur seguiu a prodigarse en presenza de Zapatero. Tamén leo que van estabelecer unha entente entre as autonomías que representan, nomeadamente en materia económica, medio-ambiental, de infraestructuras de camiños, canles e portos, e todas esas cousas. Non di nada a prensa de que nas axendas de Areces e Touriño estea incluído o problema do recoñecemento da lingua e da cultura galega hogano maltratado nos concellos da Terra Eo-Navia, e fan eles mal en enquencer este tema non só simbólico senón tamén político.
O espiñento, o difícil, non se resolve co silencio, senón con medidas decididas e prácticas. O Occidente de Asturias ten como lingua propia o galego: Areces e Touriño sáben iso. Deben resolver e non deixar pasa-lo tempo.
El faro de Vigo, 07/10/2005
http://www.farodevigo.es/secciones/noticia.jsp?pIdNoticia=23914&pIdSeccion=5&pNumEjemplar=2412
O galego no Eo-Navia por Carlos Varela (Etnólogo)
1.
A situación xeográfica, histórica e socioeconómica
O topónimo Eo-Navia aséntase coma denominación correcta dunha zona galego falante que malia todo pasa os límites do río Navia en varios concellos e ten sido chamada outras veces Asturias Occidental ou Entrambasaugas. Son 18 concellos, aínda que algún deles non ten poboación galegófona en tódalas súas parroquias: Castropol, Taramundi, A Veiga, Santiso de Abres, Santalla de Ozcos, San Martín de Ozcos, Vilanova de Ozcos, Grandas de Salime, Tapia de Casarego, El Franco, Coaña, Pezós, Boal, Eilao, Ibias, Allande, Villallón e Navia. Na denominación da lingua, as diferentes posturas xeraron un bo número de termos: galego, gallego, galego asturiano, astur-galaico,...
A comarca historicamente pertenceu a Galicia. A cultura castrexa é un bo exemplo, e os terreos entre Eo e Navia pertenceron e foron romanizados baixo as influencias sociais e culturais do Conventus Lucensis. En varios documentos, a comarca englóbase no reino de Galicia.
Ademais da lingua existen outros vencellos co mundo galego: Arquitectura popular (hórreo rectangular galego ou cabazo, as pallozas,... ); Mitoloxía moi semellante á galega, nalgúns casos exactamente igual; Gastronomía; Música, aínda que se critica unha forte aculturización nestes últimos anos por parte das institucións asturianas, sustituíndo a gaita galega pola asturiana e asturianizando pezas galegas.
[........]
VIEIROS, mayo 2002
http://mais.vieiros.com/letras2002/galegoeonavia.html
Por: FdN | Documentación | Comentarios (4) | Referencias (0)
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DISCURSU INSTITUCIONAL DE LA PRESIDENTA DE L’ACADEMIA DE LA LLINGUA
ASTURIANA NEL XXVII DÍA DE LES LLETRES ASTURIANES (5 de mayu de 2006)
[...]Como xa é avezo dende ha tempo, na Xunta Estraordinaria del Día das Lletras acoyemos a os novos académicos. Neste caso a Institución recibe como membro d’Honor a Manuel García-Galano, que dedicóu —y einda dedica— toda úa vida á llingua y á cultura del territorio máis occidental d’Asturias, el territorio d’Entrambasauguas. Nél queremos simbolizar ademáis el homenaxe a os autores das
lletras de noso. Nun é este el momento de trazar úa semblanza detallada nin da súa vida, nin da
súa obra, peró nun podo deixar de recordar os muitos y bus frutos que deu y dá nel campo da música, da recoyida del léxico eonaviego o da creación lliteraria. El Galano, como nos presta chamallo, é autor de contos y de relatos curtios, peró sobre todo é un home de teatro, de teatro popular, da xente y prá xente. Nesta estaxa fexo cuase de todo.
Foi actor, director del grupo Ameicer, coautor ou autor de mui ben obras teatrales representadas sempre con muito ésito. El Academia publicóu nel ano 2000 [dous mil] el llibro Erguendo el telón unde
s’incluyen as últimas cinco obras estrenadas pol Galano. Dende a creación da revista Entrambasauguas, nel ano 1996 [mil novecentos noventa y seis], el noso autor axuda nella con contos y artículos de todas as menas, qu’a Institución recoyéu hai ben pouco nel llibro Vento d’outono.
Axuntamos este nomamento al del veigueño José Antonio Fernández Vior, nel ano 2003 [dous mil tres], como académico correspondente; y é señal, outra vez, del compromiso inequívoco del Academia col asturianidá dos conceyos máis occidentales
d’Asturias; y, sobre todo, cua xente y as institucióis que trabayan pola conservación y
dignificación da súa llingua y da súa cultura; personas y institucióis, todas ellas, que, sin
duda, atopan un referente, un espeyo unde mirarse, na trayectoria vital y nel trabayo da persona qu’hoi entra nesta Academia. Gracias, querido Galano, pol tou llabor, por aceptar xuntarte a nosoutros.
Aguardamos, de verdá, que t’atopes.
El compromisu institucional col Navia-Eo encóntase nel mandáu de los propios estatutos de curiar los derechos llingüísticos de tolos asturianos y asturianes y, de mou espresu, los de los falantes del gallego-asturianu; y atopa calce d’espresión per ente medies de la Secretaría Llingüística del Navia-Eo dende la que l’Academia atiende,
dientro de les sos posiblidaes, tol procesu de dignificación y recuperación llingüística y
cultural d’esa fastera. Con esti enfotu, l’ALLA espubliza la revista Entrambasauguas;
edita materiales educativos; fai un siguimientu de la escolarización de la fala; atiende a
la formación del profesoráu; organiza cursos d’alfabetización d’adultos, campañes de
normalización o xornaes d’estudiu.
Asina, y namái como exemplu, l’Academia vien d’espublizar el volume Actas
das Segundas Sesióis d’Estudio del Occidente entamaes n’A Caridá n’abril de 2005 y que
constitúin l’estudiu actual más rigorosu sobre les tierres del Navia-Eo; y tien peravanzáu
un informe sobre la so realidá llingüística, sociollingüística y cultural que fraya tópicos
interesaos, remanaos pol espansionismu de determinaos sectores del nacionalismu gallegu,
ciegos pa entender esta realidá llingüística, social y cultural.
Nun quiero dexar d’afitar, otra vegada, que l’Academia entiende l’eonaviegu como la llingua propia d’esi territoriu, u habrá ser oficial al empar que lo seya l’asturianu en toa Asturies; y qu’enxamás renunciará a la asturianidá de los conceyos nél asitiaos.
Inda más, l’Academia persabe, nesti sen, que dellos sectores minoritarios asturianos o, meyor, dellos asturianos taríen dispuestos a asumir la galleguización llingüística y cultural del territoriu d’Entrambasauguas como tributu a pagar p’alagamar una hipotética oficialidá de la llinguia asturiana. Pues bien, damos equí anuncia solemne
qu’estes postures y los sos patrocinadores tendránnos siempre radicalmente a la escontra
y que l’Academia siempre entenderá a Asturies como una unidá histórica, social, política y cultural incuestionable. [...]
Galeguistas todos... | 23-06-2006 17:14:10
¿Ves como podes puer el que quiras y naide cho vei borrar, ranciadiñas?
Ben sabes que lo de esa xente nun é galeguismo nin antigaleguismo, como muito quizá sea el "babayismo" sobre el que escribíu algúa vez certo académico
Povoceive | 23-06-2006 21:06:01
mineru | 25-06-2006 14:56:47
SI LE PUSISTEIS BABLE,VOSOTROS.
CLARO QUE LO BUESTRO ES EL CASTELLANO Y ESA ESPAÑA
GRANDE Y "LIBRE".
LO QUE ESCRIBIS NO ES UN IDIOMA ES UN ABORTO.
LA CULTURA MOZARABE QUE TENEIS,NO SERA EL MOZARABE.
EL LEONES,ASTURIANO,ANDALUZ,RIOJANO,MOZARABE,MONTAÑES,ARAGONES,
EXTREMEÑO,MURCIANO,CANARIO.
XOAN | 30-10-2006 20:00:26